Preço de imóveis já sobe 14% este ano. Segundo índice FipeZap, emprego em alta faz setor desafiar desaceleraçăo econômica

10/01/2014

O desempenho do mercado imobiliário está surpreendendo este ano. Pelo segundo męs consecutivo, o preço do metro quadrado dos imóveis prontos, a maioria usados e anunciados na internet, subiu, em média, 1,3% em novembro em 16 cidades, segundo o Índice FipeZap. Em 12 meses até novembro, os preços aumentaram 13,8%. Descontada a inflaçăo esperada de 5,9% para o período, segundo o Boletim Focus do Banco Central, o aumento real foi de 7,9%.

"O ano de 2013 está sendo um bom ano para o mercado imobiliário", afirma o coordenador do indicador, Eduardo Zylberstajn. O economista diz que a sua expectativa inicial era de enfraquecimento dos preços e das vendas de imóveis. Isso porque ele achava que o desempenho do mercado de trabalho, o fator que mais pesa na compra de um imóvel ao lado da oferta de crédito, perdesse fôlego. Mas năo foi isso que aconteceu.

A taxa de desemprego da cidade do Rio de Janeiro, que tem o metro quadrado mais caro do País (R$ 9.812), registrou em outubro o menor índice entre as seis regiőes metropolitanas pesquisadas pelo IBGE: 4,6%, enquanto a taxa média nacional foi de 5,2%.

Zylberstajn pondera que a situaçăo hoje dos preços dos imóveis é diferente do "boom" ocorrido em 2010 e 2011, quando o metro quadrado subia mais de 2,5% a cada męs. Mas ele ressalta que os últimos meses tiveram variaçőes mensais significativas, na casa de 1%.

Líder

Em novembro, Florianópolis liderou o ranking das maiores altas de preços, com elevaçăo de 2,3%. Em termos absolutos, o valor médio do metro quadrado do imóvel pronto estava em R$ 5.080. Na vice-liderança das cidades com maiores altas está Belo Horizonte (2,2%), seguida por Curitiba e Vitória (2,1%) e Fortaleza (1,9%). Em Săo Paulo e no Rio de Janeiro, os mercados mais importantes do País, as variaçőes foram de 1,3% e 1,2%, respectivamente.

Em nenhuma das 16 cidades pesquisadas os preços caíram de outubro para novembro. As menores variaçőes mensais foram registradas em Salvador (0,1%), Săo Bernardo do Campo (0,7%) e Brasília (0,8%).

Além do vigor do mercado de trabalho, Zylberstajn acha que os preços continuam em alta porque a oferta de novos imóveis năo acompanhou o ritmo da demanda, impulsionada pela maior disponibilidade de crédito por parte dos bancos.

Para o ano que vem, o economista diz que o desempenho do mercado imobiliário e dos preços ainda săo uma incógnita. "O ano 2014 é eleitoral e, por isso, será atípico", observa. Mesmo assim, o coordenador do Índice FipeZap acredita que a formaçăo de novas famílias que văo adquirir um imóvel pela primeira vez deve continuar.

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