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Ricardo Amorim: "Năo vai estourar bolha imobiliária no Brasil"

13/11/2014

Com preços de imóveis nas alturas, lançamentos parados e um certo freio no setor, há quem defenda que o Brasil está prestes a enfrentar o estouro de uma bolha imobiliária. Năo é, no entanto, o que pensa o economista Ricardo Amorim. Durante palestra realizada no HSM Management, evento de gestăo realizado hoje (03/11) em Săo Paulo, Amorim defendeu que, apesar do preço dos imóveis estar alto, o setor năo vive uma crise, pelo menos năo do ponto de vista de quem quer comprar um imóvel. "Eu estudei 509 cidades, sendo 12 brasileiras, de 123 países. O Brasil é só o 48ş mais caro, quando se considera o preço em relaçăo ŕ capacidade de pagamento da populaçăo. Os imóveis aqui estăo mais baratos que a média dos países emergentes. Em Cuba e El Salvador, o preço é de duas a quatro vezes maior", afirmou. Na Nova Guiné, cinco vezes.

O economista também argumenta que o setor imobiliário brasileiro ainda está muito longe de representar um risco para a economia do país. "No ano passado, vendemos 200 mil imóveis. Os Estados Unidos, nos tempos de auge do setor, vendiam 2 milhőes. Já a China vendeu, no ano passado, 22 milhőes". Em 2013, foram construídos no país cerca de 400 mil imóveis novos - para 750 mil casamentos realizados. "Nenhuma bolha imobiliária estourou no planeta de 1900 para cá com menos de 50% de PIB de crédito imobiliário. O Brasil tem 8% apenas".

Para Amorim, o medo da bolha existe principalmente por um fator: na comparaçăo histórica, o imóvel hoje custa até dez vezes mais do que o preço que tinha há dez anos. "Comprar em Săo Paulo está mais caro que um apartamento em Miami. Mas isso năo quer dizer que o Brasil está caríssimo". Ele cita estudos realizados por sua consultoria, a Ricam Consultoria, para mostrar que o preço lá atrás era decorrente da baixa demanda. "Há dez anos, poucas pessoas compravam imóvel - e pagavam, na maioria, ŕ vista. A procura era baixíssima e o preço estava completamente fora de qualquer comparaçăo internacional", diz.

Nas comparaçőes com Miami e outros locais dos Estados Unidos, o economista afirma que é preciso considerar que o preço dos imóveis lá estăo hoje nos menores patamares de toda a história do setor no país, fator decorrente da crise de 2008. Segundo ele, na Flórida, chegam a sair por 60% a menos do que custavam no fim de 2007. O crescimento do preço no Brasil seguiria o que ocorre nos países emergentes, que tiveram maior acesso ao crédito na última década e, assim, financiamento e mais vendas.

A ameaça difundida e preconizada da bolha, explica, só aumenta o receio de quem quer comprar ou vender. "Quem năo ouviu que a bolha ia estourar depois da Copa? As pessoas ficam com medo e seguram. Năo compram". Para Amorim, o setor padece do mesmo que falta a outros setores: confiança. "O que vai fazer a virada é passar o medo. Ninguém investe, ninguém consome".

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